| Camporee Mundial de Desbravadores "Faith on Fire" - EUA 2004 |
| Contingente brasileiro no 21º Jamboree Mundial - Inglaterra 2007 |
Pensando nisso, me lembrei de um caso trágico que ocorreu em um Camporee de Líderes no Espírito Santo, onde se houve-se um desfibrilador em mãos poderia ter sido salva uma vida.
Por essa e outras razões que sou a favor não apenas de equipes especializadas em tecnicas de suporte básico de vida como do correto uso deste aparelho (desfibrilador) em nossas atividades em locais com mais de 1 mil pessoas.
Sendo assim achei interresante esta reportagem que saiu na Veja Online e estou colocando aqui pra vocês.
A importância do desfibrilador em grandes eventos.
A morte do jogador Paulo Sérgio de Oliveira Silva, o Serginho, zagueiro
Cerca de 160.000 pessoas morrem anualmente no Brasil vítimas de distúrbios que resultam numa parada cardiorrespiratória súbita. Delas, 95% não conseguem nem chegar ao hospital. Os cardiologistas e médicos especializados em atendimento de emergência são unânimes: se o Brasil, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, dispusesse de uma lei federal que tornasse obrigatória a instalação de desfibriladores semi-automáticos em locais públicos, muitas dessas vidas poderiam ser salvas. As únicas cidades que têm uma legislação específica sobre o assunto são Curitiba e Londrina, ambas no Paraná. "O desfibrilador é como um extintor de incêndio: todo mundo torce para que nunca precise usá-lo, mas ele tem de estar lá", diz o cardiologista Sergio Timerman, presidente da Fundação Interamericana do Coração.
Mas após o incidente com o jogador Serginho e outros incidentes nos esportes a até mesmo em eventos com grande concentração de pessoas os estados estão criando lesgilação para a utilização deste aparelho nestes lugares.
No Aeroporto Internacional de Chicago, essa não é uma metáfora. Há dezenas de desfibriladores espalhados por suas dependências, e as caixas em que eles estão colocados se assemelham às dos extintores. Os aparelhos foram dispostos de tal forma que se uma pessoa passa mal, não importa o ponto do aeroporto em que ela esteja, há um desfibrilador a, no máximo, um minuto de distância – tempo que um adulto leva para percorrer, num terreno plano e a passos largos, 75 metros. No momento em que a caixa que guarda a máquina é aberta, um alarme soa na central de urgências médicas e a equipe de salvamento corre em socorro do paciente. Desde que o sistema foi implantado, em 1998, as taxas de mortalidade por parada cardiorrespiratória nas dependências do aeroporto de Chicago foram reduzidas pela metade.
Até meados da década de 90, os desfibriladores eram equipamentos de uso exclusivamente hospitalar. Com o avanço da tecnologia, foram desenvolvidas máquinas menores, fáceis de transportar e, sobretudo, de utilizar. Em setembro de 2004, a agência americana de controle de remédios e alimentos, a FDA, autorizou a venda de desfibriladores em farmácias e grandes redes de supermercado. Assim que o estojo do desfibrilador é aberto, um comando de voz indica passo a passo o que fazer. Primeiro a máquina analisa a atividade cardíaca da vítima. Se não for detectada uma fibrilação, o comando de voz desaconselha o uso do aparelho. Do contrário, a pessoa é instruída a acionar o botão que dispara o choque no coração. Os americanos compram, em média, 35.000 desfibriladores desse tipo por ano. No Brasil, as vendas anuais não ultrapassam as 100 unidades – cada uma sai por 12.000 reais, em média. A maioria das máquinas foi adquirida por clubes recreativos, condomínios residenciais, empresas de grande porte (geralmente multinacionais), companhias aéreas e times de futebol, como o Corinthians e o Palmeiras. Na semana seguinte à tragédia no Estádio do Morumbi, o São Paulo comprou uma. Os porta-vozes do São Caetano, o time de Serginho, dizem que só incluirão o desfibrilador semi-automático no kit de primeiros socorros do time se a Confederação Brasileira de Futebol assim determinar. Pois é. Entre as pessoas físicas, pode-se contar nos dedos o número de proprietários de um desfibrilador. O desenhista Mauricio de Sousa é um deles. O seu aparelho é mantido no escritório, à disposição dos 300 funcionários que lá trabalham.
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| MAURICIO DE SOUSA |
O publicitário Nizan Guanaes guarda o seu no carro.
A morte de Serginho fez com que aumentasse a busca de informações sobre o aparelho. Os representantes da fabricante americana Medtronic, por exemplo, registraram um aumento de 40% no número de clientes interessados em comprar um desfibrilador. "O desfibrilador é importante, mas não pode se transformar numa neurose a ponto de cada um querer ter o seu", diz o médico Milton Glezer, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Estudos da Associação Americana do Coração indicam que o ideal é que haja desfibriladores disponíveis em lugares com grande concentração de gente, na proporção de um aparelho para cada 2.000 pessoas. Trata-se da melhor relação custo-benefício, visto que, numa concentração desse porte, o risco de ocorrência de um problema cardiorrespiratório é de um a cada três anos e oito meses. É nesse cálculo que se baseia a maioria das legislações sobre a obrigatoriedade de desfibriladores em locais públicos – inclusive o projeto de lei que, desde o ano passado, está parado no Congresso brasileiro.
É essencial que, além do desfibrilador, esses locais contem com uma equipe de funcionários treinada para atender casos de parada cardiorrespiratória súbita. Um shopping center, por exemplo, poderia adestrar seus seguranças. Em quatro horas, em média, é possível aprender como reconhecer um distúrbio cardiorrespiratório e quais as manobras que devem ser executadas enquanto o desfibrilador não é acionado ou caso ele não surta efeito, como a massagem cardíaca e a respiração boca a boca. É importante frisar que essas medidas não têm o poder de reverter por completo uma fibrilação. Elas apenas mantêm a circulação e a oxigenação do coração até a chegada de um socorro mais especializado.
Fonte: Veja On-line
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